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Especial Stanley Kubrick: 2001 - Uma Odisséia no Espaço

Kubrick, desvendando o espaço, descobre uma das falhas da atual sociedade

Foto: Slagheap


Produzido por Stanley Kubrick em 1968, Uma Odisséia no Espaço, apesar da linguagem pausada, mantém o suspense necessário para entreter o público e fazê-lo questionar. Embora o filme apresente, para surpresa do espectador, o passado da evolução humana e, posteriormente,  o futuro da inteligência artificial, foca em críticas à conturbada relação entre homem e ferramenta.

No início do filme e da humanidade, Kubrick surpreende com a curiosa cena de dominação de um grupo de hominídeos sobre outro. Manuseando ossos de animais como instrumentos de batalha, os vencedores conquistam o território dos derrotados, incapazes de utilizá-los, e são, portanto, naturalmente selecionados.

Posteriormente, o espectador se depara no espaço, entre engenheiros realizando tarefas sob orientação do computador HAL 9000, da própria espaçonave. Com sentimento, pensamento próprio e ação independente, a ferramenta foi personificada ao extremo, a ponto de ela própria dominar o homem, e não o contrário. Os engenheiros são os instrumentos da máquina, assim como somos da tecnologia. Kubrick, desvendando o espaço, descobre uma das falhas da atual sociedade: a dominação da vida moderna sobre a ferramenta homem. 

Foto: Col Ford e Natasha de Vere
Há, ainda, o estranho monólito maciço e escuro. Muito se comenta sobre o que pode ser, alguns até palpitam ser Deus. A hipótese da Revista Pauta é ser um esboço do buraco negro. Esboço porque, nas cenas em que aparece, não absorve exageradamente tudo ao redor. Entretanto, além das semelhanças estéticas, há a evidência de alterar o espaço-tempo: após observar o monólito por alguns minutos, logo em seguida, Bowman (Keir Dullea), um dos engenheiros, penetra-o e passa a viajar a velocidades absurdas no seu interior (assim como Cooper, no filme Interestelar) até se ver cada vez mais velho, reforçando a ideia de espaço-tempo, inerente ao buraco negro.