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Entrevista com Paulo Gannam: o panorama dos inventores no Brasil

Conversamos com Paulo Gannam, que há 5 anos atua como inventor, para entendermos melhor o panorama atual e os desafios da profissão perante às tecnologias, ao mercado e ao governo


Inventor é o profissional que trabalha com a criatividade a fim de desenvolver produtos necessários às demandas da vida moderna. No Brasil, é uma profissão muito pouco reconhecida tanto pelo mercado quanto pela grande mídia, além de enfrentar enormes burocracias e dificuldades financeiras para poder desenvolver e patentear ideais originais. Conversamos com Paulo Gannam, formado em Jornalismo pela Universidade de Taubaté, mas que há 5 anos atua como inventor, para entendermos melhor o panorama atual e os desafios da profissão perante às tecnologias, ao mercado e ao governo. Paulo tem 4 produtos já patenteados, mais de 800 novas ideias a serem desenvolvidas e busca parcerias com empresas a fim de ampliar sua atuação no mercado.

R. Pauta: Quais são os desafios de um inventor no âmbito do empreendedorismo?  Qual o aspecto mais importante a ser levado em conta na hora de divulgar e vender a invenção?

Paulo Gannam: Quase sempre inventor no Brasil é uma pessoa que já exerce alguma outra atividade que nada tem a ver com inventar, mas que dá a esse inventor a condição de manter sua vida andando. Não costuma vir com formação em administração, nem ter contato com literaturas a respeito de empreendedorismo, inovação, negócios, marketing. Não passa de um ser criativo que teve uma ideia que resolva uma necessidade para a qual aparentemente ainda não tenha sido criado um produto específico. Mas a distância entre se ter uma boa ideia e conseguir levá-la até as prateleiras de grandes varejistas é de perder de vista! 

Se você avaliar o número de produtos inventados e o número daqueles que serão de fato um sucesso, somente 3% sobrevive de modo sustentável. E uma das razões para isso tem a ver com a necessidade de o inventor aumentar suas competências, estudar o mercado em que a invenção dele quer entrar. Se você, por exemplo, cria um esterilizador UV portátil para smartphones, precisa saber se as pessoas tem essa preocupação de fato, se estariam dispostas a comprar um aparelho que servisse para eliminar micro-organismos prejudiciais à saúde. Num primeiro olhar parece um produto estranho, e desnecessário. Mas virou produto de TV e está vendendo milhões nos EUA. Então, eu diria que o desafio do inventor é ou se profissionalizar ou encontrar quem já traga consigo competências necessárias para avaliar melhor a ideia e, se de fato lucrativa, levá-la ao mercado, como um sócio capitalista.  

Quanto à segunda pergunta da questão, depende de para quem você está vendendo e para quem você está divulgando. Se está falando direto com o consumidor, a linguagem tem de ser informal, simples, objetiva, e voltada a mostrar como o seu produto resolve chatices cotidianas que o consumidor experimenta e que o deixam incomodado a ponto de ele querer comprar a solução. Enfatizar as vantagens de se adquirir sua invenção e as desvantagens de não se ter. Se você estiver falando com um investidor ou empresário, deve conter tudo que já foi mencionado, mas também, preferencialmente, um plano de negócios estruturado para o produto, apontando um modelo de negócios lucrativo ao investidor ou à empresa interessada em injetar capital de risco no seu projeto. E inventor odeia tudo isso. Ele enxerga as coisas sob outro prisma. Mas se quiser ter mais chances de levar o projeto para a frente, terá de fazer “sacrifícios” e estudar literatura especializada. 

Não adianta a ideia ser bacana, as pessoas e os amigos do inventor dizerem que comprariam o produto. Não é isto que está em discussão. É de que maneira o empresário encaixará o produto numa bela oportunidade de negócios, quais serão as fontes de receita do inventor, qual a estratégia de marketing para o produto ganhar escala, de que maneira a invenção se diferencia das que já existem e se é um diferencial importante ou irrelevante. Também tem de pensar quanto vai custar sua fabricação, distribuição, quem vai comprar, por até quanto pagaria, e assim por diante. 


R.Pauta: Quais são os processos jurídicos legais para que um produto seja patenteado? Você conta em seu canal no Youtube que tem mais de 800 ideias a serem patenteadas. Qual é maior empecilho do inventor para patentear seu produto?

Paulo: Se você teve uma ideia que julga ser inédita e, fundamentalmente, lucrativa, deve fazer uma pesquisa num site de busca para verificar o que já tem no mercado, se é que tem, que ajuda a resolver os problemas que a sua ideia se propõe a resolver. Cumprida esta etapa e acenado cenário positivo, você pode entrar num banco de dados do site do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), e em sites de institutos que respondem pelos demais países. Dessa forma, você pode sondar o que já existe de pedidos de patente arquivados e de pedidos aos quais a carta-patente já foi concedida. Isso vai te dar uma noção sobre a possibilidade de concorrência, exclusividade de fabricação e comercialização, e do quanto você terá chances de receber sua carta-patente após anos de processo – média de 10 anos no Brasil!

Mas é uma pesquisa trabalhosa, se você tiver algum dinheiro guardado, tem a opção de contratar um advogado de propriedade intelectual ou pagar uma taxa a um técnico do INPI para te auxiliar nessa busca, pois são milhares de pedidos tramitando e fazer a pesquisa certa, utilizando as palavras-chave mais adequadas, muitas vezes requer perícia e atenção. Depois você terá de redigir o pedido de patente, com ou sem a ajuda de outrem.

No pedido haverá uma descrição básica da composição e funcionamento do produto, contendo desenhos, diagramas, fluxogramas que permitirão ao técnico avaliador analisar e compreender da melhor forma possível a sua proposta. Somente após protocolado o pedido de patente, você tem a opção de divulgar com certo grau de segurança a sua ideia ao público e a investidores. Quem detém patente lá na frente é quem a tiver depositado antes no passado. A data do depósito é um marco muito importante para definir de quem será a patente. Você vai precisar pagar pelas anuidades de seu pedido, pelo exame técnico, e por alguma outra exigência que, por exemplo, o INPI fizer durante a análise. Alguma empresa ou outro inventor podem interpor recursos sobre seu pedido de patente, alegando que seu pedido, de alguma maneira, interfere ou esbarra numa outra ideia já patenteada, e isso vai te gerar mais despesas com honorários para provar que sua ideia é original o bastante para merecer a patente, ou admitir que há patentes semelhantes para as quais você não atentou direito durante a pesquisa.

Sim, além de 4 invenções com patente já solicitadas, tenho mais de 800 ideias "cruas" estocadas, não desenvolvidas e sem patente, somente breve descrição apontando um problema e sua solução pela criação de um novo produto. E continuo tendo novas ideias. E justamente não é possível levar adiante estas demais ideias, porque o maior empecilho para se patentear é toda essa burocracia que é maléfica para todos, mas mais ainda ao inventor autônomo, pessoa física, que é a parte mais fraca na relação negocial, tem muito menos recursos e capacidade de manter seu pedido tramitando. Eu diria que aproximadamente 90% dos programas de apoio ao empreendedorismo e de incentivo a participação de novos projetos em feiras, premiações e encontros de inovação simplesmente não contemplam, ou seja, não deixam o inventor autônomo participar. O inventor autônomo, pessoa física, teve seus interesses posicionados muito às margens da legislação, pois o lobby no Congresso para aprovação de projetos de lei é feito por grandes empresas e com um foco em microempreendedores individuais e pequenas empresas. 

R. Pauta: Como você avalia o comportamento do mercado para com os inventores brasileiros, levando em conta o cenário atual político e econômico? 

Paulo: As empresas brasileiras ou multinacionais com filiais no Brasil normalmente não possuem departamentos de pesquisa e desenvolvimento por aqui. Esses departamentos caíram fora com a crise e a maior parte das ideias advém das matrizes e são replicadas e adaptadas ao mercado brasileiro. Então a sua ideia acaba sendo remetida à matriz da empresa ou talvez até perdida no meio do caminho em meio a um caldeirão de outras ideias que são propostas por pessoas de fora dessas organizações. Sua ideia de receber uma análise mais detalhada vira algo como ganhar na loteria. Em momentos de crise, o capital de risco das empresas costuma migrar para mercados mais lucrativos, então muitas vezes os funcionários até tem motivação e interesse para inovar, mas não tem o devido capital para dar um tratamento adequado à ideia, realizar pesquisa, fazer diversos protótipos da ideia original do inventor e levá-los ao consumidor para que ele possa opinar em programas piloto de inserção do produto no mercado. Há muitas variáveis para analisar. Em condições normais, com ausência de crise, já há riscos, imagine então lidando com um país como o Brasil, recordista em corrupção, impostos, e agora com mudanças repentinas, embora necessárias, de governo.


R. Pauta: Você conta que pretende buscar apoio para inserir projeto de alteração da lei de propriedade industrial, da lei de inovação e de alteração na Constituição Federal para melhorar as condições de trabalho e direitos de inventores autônomos, pessoas físicas. Conte-nos mais sobre essas leis, o que você acha necessário melhorar e quais seriam os benefícios dessas novas mudanças para os inventores.

Paulo: A figura do inventor vem sendo deixada de ser utilizada ao longo dos anos. Nomes como empreendedor, criação de startup ou outras modernices muitas vezes substituem algo recheado de história e igual valor de mercado. Pois inventor tem de sobra, o que falta é apoio – sem distorções! Segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, mais de 60% de tudo o que foi inventado ou aperfeiçoado no mundo até hoje é graças ao trabalho de inventores autônomos e não ao de empresas. Algumas das minhas reivindicações são:

A) Mudança na lei que determine que todos os programas de apoio, de participação em feiras e premiações de inovação (públicas e privadas), contemplem inventores independentes, pessoas físicas, da mesma forma e na mesma proporção com que contemplam os microempreendedores individuais, pesquisadores vinculados a universidades e institutos de tecnologia, e microempresas. Estamos diante de uma tolice conceitual. Ignora-se o fato de que tanto ideias nascidas de inventores independentes, pessoas físicas, que, em alguns casos, nunca ouviram falar em plano/modelo de negócios, quanto das demais figuras, tem potencial de mercado e podem favorecer o desenvolvimento social e econômico do Brasil.

B) Reivindico isenção total de taxas do INPI ao inventor independente, pessoa física, que deseja depositar e acompanhar seu pedido. Há um excesso de taxas e de serviços para solicitar, acompanhar e receber a carta-patente. São cerca de 11 anos para concluir esse processo.  Reivindico também a criação de um programa que banque os depósitos de patente internacional do inventor independente. Hoje, proteger a patente lá fora é totalmente inviável.

C) Reivindico que a Lei de Propriedade Intelectual comece a ser redigida e alterada para o inventor, seguindo o mesmo raciocínio com base no qual a Lei Trabalhista foi para o trabalhador, que é a parte mais fraca na relação negocial. Não se pode ignorar os números sobre o quanto invenções/inovações de “anônimos” podem contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país. Os inventores tem prazo para pagar taxas ao INPI – que por si só já são absurdas e tem de aguentar um eterno processo de análise de seu pedido. Mas o INPI não é obrigado a cumprir prazos processuais, ou, mesmo que a lei preveja isso, na prática não acontece. Não deve ser tolerado em nenhuma hipótese um processo de patente que leve 10 anos ou mais. Devemos trabalhar com prazos de, estourando, 3 anos, de modo semelhante a países como EUA. E que seja conferida a devida estrutura ao INPI para que ele possa desempenhar bem as suas funções, pois o número de funcionários é muito baixo, se comparado com o número de pedidos a serem analisados. Há alguns projetos de lei em andamento no Congresso quanto à contratação de funcionários, mas tudo vai acontecer de maneira lenta, como sempre, e talvez  não estejamos vivos para sentir alguma melhora na prática. 

O sistema de patentes só será libertador no Brasil quando de fato permitir que qualquer pessoa física – sem necessariamente ser microempreendedor individual – e qualquer microempresa pesquise e proponha, em igualdade de condições, a proteção intelectual, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novos produtos. Protegendo grandes firmas existentes, o governo diminui muito a participação da produção para as firmas nascentes e para os inventores independentes, que são os grandes motores de crescimento da produtividade.

R. Pauta: Que outros profissionais podem colaborar e trabalhar em conjunto com o inventor? Em sua opinião, qual a equipe de profissionais ideal para patentear, tornar viável e colocar o produto no mercado?

Paulo: Há inventores mais completos do que outros, isso é importante ressaltar. Mas, em linhas gerais, quando o negócio está muito no começo, o inventor precisa de:

Um advogado de propriedade intelectual, que vai ajudar o inventor a direcionar melhor seu pedido de patente e a atender a determinados critérios de formatação do pedido, de modo que haja suficiência descritiva e atenda aos requisitos de novidade, aplicação industrial e atividade inventiva, necessários para que a carta-patente possa ser concedida. Um designer de produto, porque muitas vezes o inventor mentaliza uma solução, mas não consegue necessariamente traduzi-lo para o papel, com uma imagem ilustrativa visualmente bacana e o desenho em formato industrial. Um profissional de comunicação e marketing, que irá ajudar a levar ao conhecimento do público o projeto do inventor e fazer eventualmente contato com empresas, encarregando-se da parte comercial. E um desenvolvedor, pois muitas vezes o inventor só tem imaginação, mas não detém conhecimentos profundos de engenharia, física, mecânica, etc. Então vai precisar encontrar um parceiro que seja capaz de desenvolver pelo menos uma prova de conceito de seu invento para apresentação ao público. Eu, por exemplo, levei cerca de 3 anos procurando sem cessar pela internet um desenvolver de confiança que pudesse me ajudar com um de meus projetos a preços que eu pudesse pagar.

R.Pauta: Qual o processo que leva a criação de um produto, considerando experiências pessoais e pesquisas mais aprofundadas acerca de um determinado problema? Quais etapas não podem faltar neste processo de criação?

Paulo: Um cafezinho e colocar o pé na estrada, sem dúvida, foram rituais que me ajudaram a ter muitas ideias e reflexões. Esse tipo de ócio ajuda bastante, pois te coloca numa “frequência inventiva”, em que você passa a observar o funcionamento das coisas e o comportamento das pessoas de um modo bem distinto. Fica mais sensível captar necessidades dos indivíduos e deficiência do funcionamento de certos objetos. A leitura, a pesquisa, em meu caso, atrapalham, pois minha mente fica muito cansada e perde a energia e até mesmo o interesse necessários para manter-se alerta à captação de uma nova ideia. É muito bom observar situações cotidianas geradoras de problemas que te dão aquele eureca que te faz pensar: “Bem que poderia existir algo para resolver isso assim, assim, assado”.

R.Pauta: Se você pudesse dar três conselhos principais a um jovem inventor recentemente ingressado no mercado de trabalho, quais seriam?

Paulo: Primeiro, não se deixe levar somente pela paixão por aquilo que você faz. A paixão é um ingrediente muito importante e lhe dá uma energia incrível para desempenhar seu trabalho, mas você precisa desenvolver também a parte comercial e negocial de seu projeto para não perder a objetividade. Para isso, antes de tudo, estude conceitos de “startup enxuta”, “inovação de valor”, “validação de ideia”, e de “planos e modelos de negócios”. Segundo, saiba planejar-se financeiramente, pois nos primeiros anos, a única coisa que você vai ganhar é experiência e amadurecimento, além, é claro, de muita despesa. Retorno e testemunhar você e sua invenção fazendo história no mercado, que é o mais gostoso, vai lhe soar como uma miragem. Por fim, seja paciente e perseverante. Faça e mantenha alianças somente com pessoas que realmente valham a pena. Você tem de saber se você prefere ter dinheiro ou paz. Ideal é ter os dois, mas nem sempre isso é possível.

R.Pauta: Mostre para nossos leitores seus produtos que já estão com patentes requeridas no INPI.

Paulo:

A) Um aparelhinho eletrônico de comunicação instantânea que alerta – por meio de um único clique – com frases curtas e objetivas, qualquer problema/situação identificável em um veículo ou nas estradas. A comunicação é feita pelos usuários de outro veículo que também disponha do aparelho e não depende sempre de internet, cujo sinal é ruim em certos locais. Para quem não tiver o comunicador instalado, concluímos um aplicativo de comunicação no trânsito para se comunicar com o Sistema, aumentando chances de escalabilidade. Este produto será interessante como forma de oferecer informações valiosas ao governo e a empresas sobre problemas identificados nas rodovias, perfil de motoristas, etc. Por exemplo, conseguindo-se rastrear os locais nos quais a troca da mensagem “buraco na pista” for emitida, o governo saberia onde exatamente precisaria resolver o problema, diminuindo custos e aumentando a eficiência de seus serviços. Alguns exemplos de mensagens: luz de freio queimada, pneu murcho, luz de ré queimada, emergência, pessoa doente no carro, acidente/animal/deslizamento à frente, incêndios, chuva forte, “desculpe”, “obrigado” etc. também permitirão a comunicação entre órgãos do governo e motoristas, campanhas de educação no trânsito, desestímulo ao uso de smartphones durante a condução, possibilitando uma segura integração da comunicação, algo essencial no campo do infotenimento automotivo. Custo estimado de fabricação do aparelho em larga escala: 20 dólares.

B) Sensor lateral para proteger rodas, calotas e pneus junto ao meio-fio:

Um sensor que avisa o momento em que o condutor estiver próximo de encostar o pneu ou roda na calçada, em qualquer tipo de movimento – com ou sem uso de marcha-ré. Muito mais simples e barato que projetos complexos e caríssimos de estacionamento semiautomático como o Park Assist e o Intellisafe. E atende a uma necessidade de modo mais completo, se comparado com retrovisores tilt down (aqueles que abaixam na hora que você está dando ré para estacionar). É um salvador de rodas e um assistente de estacionamento, só que muito mais barato, por ser dotado de apenas 4 sensores. Em larga escala, custo de fabricação ficaria em torno 13 dólares por ponto.

Vídeo do protótipo: https://www.youtube.com/watch?v=mOBZNhIKrhU  

C) Protetor de unhas para portadores de onicofagia (hábito de roer as unhas):

É uma película que reveste as unhas do usuário de forma elegante e discreta, sem causar desconforto algum, pois cobre apenas as unhas sem incomodar o tato, e pode ser usada por homens e mulheres. Cerca de 19% a 45% da população, oscilando de acordo com a faixa etária, roem as unhas e os produtos disponíveis no momento não resolvem o problema para muita gente, como aquele esmalte com gosto ruim. Ideal para que crianças, usando na fase inicial da doença, possam redirecionar sua mente, evitando a transformação do hábito em compulsão.


D) Lixa para unhas três em uma


Trata-se de um produto inédito no mercado, cuja extremidade é arredondada e fina. Suas funções consistem em uma parte para dar brilho e outra para lixar a superfície das unhas. Entre as pontas, no cabo dessa lixa, há uma superfície circular para lixar o contorno das unhas com dois ou mais graus de aspereza — espessura em sua circunferência, conforme preferência do usuário. Ela tem um formato anatômico que impede esfoliações na pele logo ao lado da cutícula, fato que ocorre quando utilizadas lixas disponíveis para esta finalidade no mercado (nivelar a superfície das unhas e dar brilho).