Header Ads

A despedida de um mestre: o legado de Bernardinho



Bernardinho aposenta e deixa legado histórico na seleção brasileira e no vôlei nacional

Por Paula Berlim, Brasil
12 de Janeiro de 2017  
 
Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)
Quando assumiu a seleção brasileira de vôlei, em 2001, Bernardinho encontrou uma equipe em construção e buscando estabelecer uma identidade de jogo que pudesse duelar de igual com as potências do esporte. Apesar da histórica campanha da geração de prata da década de 80 e do ouro olímpico de 1992, o Brasil ainda era figurante no cenário do vôlei mundial. Ao término de 2016, o técnico conquistou pela seleção nada mais que 32 títulos, sendo 2 ouros e 2 pratas olímpicas, 3 mundiais, 2 copas do mundo e 8 ligas mundiais, deixando o Brasil como a maior potência mundial do vôlei e em primeiro lugar do ranking da FIVB (Federação Internacional de Voleibol). Bernardinho aposenta e deixa legado histórico na seleção brasileira e no vôlei nacional. Confira algum dos momentos mais marcantes da carreira do técnico.

Ciclo olímpico de 2004

O primeiro ciclo olímpico de Bernardinho no comando da seleção não poderia ter sido melhor: em quatro anos, conquistou duas ligas mundiais, copa do mundo e, para coroar, o ouro em Atenas. É fato que a equipe era uma verdadeira seleção de craques, mas a inteligência tática e o esquema de jogo inovadores de Bernadinho foram essenciais para o sucesso de Giba, Giovane, Nalbert, Maurício e companhia.

Ciclo olímpico de 2012

Os anos de 2008 a 2012 talvez tenham sido os mais difíceis para Bernardinho. Após a prata olímpica para o EUA em 2008, a seleção conquistou um mundial, duas ligas mundiais e dois sul-americanos. Com uma equipe em transição e mesclando experiência de atletas como Giba e Serginho, por exemplo, e a juventude de Bruninho - que, por sinal, é filho de Bernardinho - e Lucão, a seleção amargou a prata olímpica de 2012, contra a Rússia, após abrir 2 sets a 0 no placar e levar a virada por 3x2. O técnico sofreu muitas críticas e já era tratado injustamente como dúvida no comando da seleção.

Ciclo olímpico de 2016

Com uma equipe já definida e entrosada, a seleção conquistou dois campeonatos sul-americanos. Foi derrotada pela Polônia na final do mundial de 2014, amargou o vice campeonato da liga mundial para a Sérvia em 2016 e, portanto, criticada, a ponto de muitos duvidarem de uma boa campanha nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Entretanto, apesar do difícil início na fase de grupos, em que correu risco de ser eliminado, a equipe superou as dificuldades técnicas apresentadas, lesões e desconfiança para bater a Itália na final e sagrar-se tricampeã olímpica, no Maracanãzinho, palco de muitas outras conquistas de Bernardinho. Final perfeito para uma história grandiosa. A ausência de Bernardinho será extremamente sentida na seleção brasileira, porém, seu legado será eterno.


Bernardinho e sua família comemorando o ouro olímpico // Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)