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Decifrando Pink Floyd: Time



Na voz do guitarrista David Gilmour, o homem moderno torna-se máquina do capitalismo e perde a essência como ser social 

Por Alexandre Prata, Brasil
24 de Janeiro de 2017


Uma das canções do histórico álbum The Dark Side of the Moon, Time contém diversas críticas ao modo como o homem é controlado pela vida moderna. Gravada no estúdio Abbey Road, frequentado também pelos Beatles, a faixa ainda reúne elementos do rock progressivo e inova em sua introdução. 

O engenheiro de som Alan Parsons incorporou a letra de Time e encontrou, nos ruídos de relógios despertando, o domínio do ocidente sobre o homem, que opta por seu ofício em detrimento dos princípios que o caracterizam como humano. Torna-se máquina do capitalismo e perde a essência como ser social e sobretudo natural. 

E você corre e corre atrás do sol
Mas ele está se pondo
Dando a volta, até surgir novamente atrás de você
O sol é o mesmo, de forma relativa,
Mas você está mais velho
Com menos fôlego e um dia mais próximo da morte



Na voz do guitarrista David Gilmour, o homem moderno inclina-se a valores efêmeros, menospreza a vida que o cerca e desperdiça o pouco tempo que lhe resta. 

O tempo passa, em meio a momentos que maquiam um dia monótono
Você perde tempo gastando as horas de modo descuidado
Perambulando por aí, em sua terra natal
Esperando alguém ou algo que te mostre o caminho

Na modernidade líquida, não consegue, portanto, se apoiar em algo e buscar o seu verdadeiro eu. Mantém apenas com o mundo uma relação fluida e volátil e se despede sem ao menos compreender por que veio a ele.