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Entenda por que a vasectomia impossibilita a gravidez

Esse processo, porém, não substitui o uso de preservativos


Há algumas décadas, com o aumento do custo de vida, cada vez mais é comum o planejamento familiar. Como método contraceptivo masculino, a vasectomia tornou-se uma das alternativas encontradas entre casais para evitar a gravidez indesejada. Para entender esse método, é necessário antes compreender como é feita a formação e o transporte dos espermatozoides e como essa técnica cirúrgica não compromete tanto a ereção quanto a produção de testosterona. 
No testículo,diversos túbulos, denominados seminíferos, em que ocorre a espermatogênese. Ainda sem motilidade, os espermatozoides são conduzidos até o mediastino testicular, de onde partem diversos ductos que os levam ao epidídimo, nele armazenados.
Deixam-no através do ducto deferente e chegam no ducto ejaculatório, misturando-se a uma secreção alcalina produzida pela glândula seminal cuja função é nutrir os espermatozoides e diminuir a acidez da vagina. Esse líquido espesso passa então pela próstata, que também contribui, junto com as glândulas bulbouretrais, na sua produção, e chega finalmente à uretra. 



A vasectomia consiste, portanto, em excisar o ducto deferente, impedindo a chegada dos espermatozoides até o ducto ejaculatório. Logo, o sêmen ejaculado é formado somente pelo líquido alcalino produzido pela próstata e pelas glândulas seminal e bulbouretrais.


MOORE, K. Anatomia orientada para clínica. 6. ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

Como a inervação não é comprometida durante a vasectomia, a ereção não é afetada, assim como a produção do hormônio testosterona pelas células de Leydig, secretado diretamente nos capilares sanguíneos localizados externamente aos túbulos seminíferos. Essa técnica impossibilita qualquer risco de gravidez, mas não substitui o uso de preservativos, uma vez que a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis ocorre independente da cirurgia.