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Decifrando John Mayer: Gravity



A música é completamente envolta de batida do Blues melancólico acompanhado por solos de guitarras que parecem conversar com o narrador

Por Paula Berlim, Brasil
01 de Fevereiro de 2017
 

Lançada no disco "Continuum", Gravity é icônica e encontra-se na fronteira entre Jazz e Blues, incorporando simultaneamente elementos de ambos os gêneros e revelando o vasto repertório e talento de John Mayer. Não à toa, é considerada uma das melhores músicas do cantor. Em sua letra, a Gravidade assume, em primeiro momento, o caráter de força e comando total dos objetos, que estrangula e está completamente fora do alcance de qualquer ser humano.

A Gravidade está trabalhando contra mim
E a gravidade quer me por para baixo 
Duas vezes mais não quer dizer duas vezes melhor
E não pode sustentar, como ninguém poderia 
Ela está querendo mais 
Que vai me por de joelhos

John constrói essa linha de pensamento para, na última estrofe, rompê-la. A gravidade assume, então, a faceta da força que sustenta, que deixa o ser humano em terra firme e não flutua. Ela representa o último fio de esperança que resta em uma situação de perda dos sentidos. Ao fim da música, o narrador pede para a Gravidade deixá-lo na luz, como uma bússola em meio à escuridão.

Vamos, só me deixe onde a luz está 
Longe de toda a escuridão 
Me deixe onde a luz está

A música é completamente envolta de batida do Blues melancólico acompanhado por solos de guitarras que parecem conversar com o narrador. Ao vivo, Gravity é o grand finale do show de John Mayer, que dura em média de 3 horas a 3h30min, incrementada com um show à parte de improvisos do guitarrista. Gravity certamente é uma música antológica e um clássico do Blues.