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Elano representa a nova esperança Santista na luta pelo Título

Agora como técnico, Elano comanda o Santos em vitória convincente e renova esperanças do torcedor

Elano conquista sua primeira vitória como treinador efetivo// foto: Bruno Cantini
O torcedor santista tem motivos para acreditar no título do brasileirão de 2017 após a estreia do técnico Elano no comando da equipe. O treinador interino promoveu mudanças importantes dentro e fora de campo que resultaram em uma das vitórias mais convincentes do Peixe no ano, em 3x1 contra o Galo na Vila Belmiro. Entre elas, a recuperação da filosofia do "DNA Ofensivo", característica marcante da história do Santos que fora abandonada pelos seus antecessores - tanto Dorival Júnior quanto Levir Culpi. O treinador já havia comandado a equipe na transição entre os dois técnicos e, com a vitória de ontem, somou três vitórias, seis gols e um vazado em três jogos.

Diferentemente dos jogos contra a Ponte Preta, o Vitória e o Sport, por exemplo, o Alvinegro Praiano pressionou e sufocou o adversário dentro de seu campo em busca do gol. Marcação alta na saída de bola do Atlético, compactação no meio de campo e triangulações de Lucas Lima com os pontas Brunho Henrique e Arthur Gomes foram alguns dos artifícios do Peixe que não se apresentavam no Santos de Levir Culpi. No lugar de uma equipe apática, desorganizada e dominada pelos adversários em seu próprio domínio, Elano configurou um Santos ofensivo e mais organizado taticamente.

A escalação
Logo em seu primeiro jogo, Elano promoveu duas mudanças na equipe: a entrada do lateral Caju no lugar de Jean Motta, suspenso, e a promoção do menino da vila Arthur Gomes no lugar de Copete, afastado por conjuntivite. A mudança fortaleceu o ataque, uma vez que Copete desempenhava função defensiva com Levir Culpi e deixava muito a desejar na frente, tanto que o colombiano não balança as redes desde a vitória do Peixe contra o Flamengo por 4x2 nas quartas de finais da copa do Brasil, em Julho deste ano. 

Arthur Gomes, que havia atuado apenas quatro vezes com Levir Culpi, aproveitou a oportunidade e mostrou personalidade ao partir pra cima da defesa atleticana e incomodar Marcos Rocha. Com o novo raio da Vila Belmiro atuando na ponta esquerda, Bruno Henrique não ficou sobrecarregado e Lucas Lima teve mais opção de passe e triangulações no ataque. Não à toa, o primeiro gol santista foi do menino aos 45 minutos do primeiro tempo, com cruzamento de Bruno Henrique - que foi o craque da partida, com duas assistências e atuação louvável.

Ao longo do jogo, o técnico Elano deslocou Victor Ferraz para o meio campo em busca do fortalecimento da saída de bola no segundo tempo. Com Daniel Guedes na lateral direita, o meio campo configurou-se com: Alison e Renato (Yuri) mais recuados, e Victor Ferraz e Lucas Lima na saída de bola. A mudança ajudou a equipe a suportar a pressão atleticana no segundo tempo e a armar os contra ataques para ampliar o placar. 

Apesar de notável certa desorganização em campo - até por se tratar do primeiro jogo de Elano desde a saída de Levir Culpi - a equipe soube se portar e se adaptar conforme necessidade do jogo. 

Foto: Bruno Cantini
Mudança de Postura
O segundo fator que mais chamou a atenção do Santos de Elano foi a mudança de postura. Ao começar pelo trabalho da comissão técnica. Após a derrota do Peixe para o São Paulo, Elano cedeu apenas um dia de folga aos jogadores e começou o novo trabalho na segunda feira daquela semana. Caso Levir Culpi continuasse no cargo, os jogadores se reapresentariam apenas na quarta feira. O antigo treinador, inclusive, foi muito criticado pela torcida por dar rachões antes dos jogos e ceder muitos dias de folga ao elenco.

 Dentro de campo, a equipe demonstrou vontade e ânsia de vitória ao buscar o gol o jogo todo. Obediência tática também foi percebida quando, com o placar já no 3x1, a equipe pressionou a saída de bola do Atlético, no fim do jogo. Mas talvez a mudança mais importante tenha se dado no gol do adversário, quando, em erro de cobertura de David Braz e de posicionamento de Lucas Veríssimo, a equipe levou empate ao 5 minutos do segundo tempo. Em vez de sentir o gol e se deixar abater, o elenco conseguiu manter a calma, suportar a pressão do adversário - que ainda encontrou a trave de Vanderlei duas vezes seguida - e trabalhar o segundo e terceiro gol do Peixe. 

Promoção da Base
Além da escalação de Arthur Gomes como titular na equipe, Elano também apostou no jovem Rodrygo Goes, de apenas 16 anos, no time titular. Com características de um típico menino da vila, goleador, rápido e driblador, Elano já mostra que vai bancar a base em busca de um Santos cada vez mais característico de sua história: ofensivo e alegre. O garoto foi integrado ao profissional nessa semana e já estreou pela equipe nos acréscimos do jogo.

"Aposto nos meninos por conta do DNA do Santos. E eles são bons. Coloquei o Rodrygo para ele já sentir o gostinho do Profissional. Até para o Dopping ele foi (risos)" - Elano em entrevista coletiva após vitória do Santos.

O que esperar nos últimos seis jogos do Brasileirão
A vitória convincente do Santos sobre o Atlético-MG animou o torcedor santista para buscar o Enea campeonato brasileiro neste ano. Mais que tudo, o torcedor depositou confiança no ídolo e agora treinador da equipe, Elano Blumer, ao comparecer em peso no último sábado na Vila Belmiro com cerca de 11 mil pagantes para empurrar a equipe, que correspondeu em campo. Com os resultados da 32ª rodada do campeonato, o Santos tem 6% de chances de título contra 85% do líder Corinthians com 6 pontos separando as duas equipes. 

O Peixe recebe o Vasco na quarta-feira, 8, às 21h45 na Vila Belmiro enquanto que o rival vai a Curitiba enfrentar o Atlético-PR. Para os santistas, só importa a vitória nos seis últimos jogos do campeonato. Com o futebol apresentado na última partida e com a esperança renovada no novo treinador, o momento passa a ser favorável ao Santos como a única equipe capaz de ultrapassar o Corinthians na busca pelo caneco. 

Com o desempenho e postura demonstrada pelos jogadores no último jogo, os torcedores Santistas podem ao menos sonhar novamente com uma equipe competitiva até o fim do campeonato. 

"Se vencermos os sete jogos, provavelmente conseguiremos o título. Não é questão de sonhar, é de fazer. Não podemos mais falhar. Existe uma diferença que precisa ser tirada e não há margem de erro" - Ricardo Oliveira em entrevista coletiva antes do jogo contra o Atlético-MG.